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Modernização de aplicações legadas: o guia completo

Legacy Application cover | | Cheesecake Labs
Resumo
  • Aplicações legadas são lentas, vulneráveis e difíceis de manter; entre 62% e 70% das organizações ainda dependem delas em operações críticas, enquanto 70% dos líderes já priorizam a modernização, com gasto global previsto de US$ 3,4 trilhões em 2026.
  • Modernizar aplicações envolve atualizar código, adotar frameworks e migrar para a cloud, apoiando-se em tecnologias como APIs, DevOps, microsserviços, automação, containers/Kubernetes e blockchain.
  • Segundo estudo da IBM, a modernização pode gerar economia de 15% a 35% em infraestrutura, reduzir de 30% a 50% o custo de manutenção e cortar em 74% gastos com hardware, software e equipe, além de melhorar segurança, operação e ambiente de trabalho.
  • Cerca de 79% dos projetos de modernização fracassam; para evitar isso, é preciso tratar a resistência do time, priorizar investimentos com ROI claro de forma incremental, lidar com o código legado e seguir um roadmap que começa por um business case sólido e pelo inventário de dados e processos.

Aplicações legadas podem ser o calcanhar de Aquiles de uma empresa em crescimento. São lentas, vulneráveis a ataques, difíceis de manter e um obstáculo direto para preparar a operação para o futuro. Uma pesquisa recente mostrou que de 62% a 70% das organizações ainda dependem de aplicações legadas em operações críticas, mas 70% dos líderes já priorizam a modernização, buscando mais agilidade.

O que uma pequena ou média empresa pode fazer para modernizar seus sistemas legados e, no caminho, o próprio negócio? Este guia reúne o que você precisa saber sobre modernização de aplicações legadas.

O que é uma aplicação legada?

Como toda tradição que se arrasta no mundo da tecnologia, aplicações legadas são softwares, métodos e tecnologias ultrapassados que continuam de pé mesmo com opções mais novas e mais rápidas disponíveis. Em geral, elas caem em uma de quatro categorias:

  • Sistemas em fim de vida (EOL) – Aplicações EOL foram abandonadas por quem as desenvolveu e não recebem mais atualizações nem suporte, ou foram substituídas por um produto novo, ou simplesmente ficaram obsoletas. Elas ainda funcionam, mas vão ficando incompatíveis com plataformas mais recentes e cada vez mais expostas a novos riscos de segurança.
  • Sistemas com baixa escalabilidade – Conforme o negócio cresce, crescem também os requisitos de dados e de desempenho. Aplicações com baixa escalabilidade não conseguem ser expandidas para dar conta dessa demanda maior.
  • Software cheio de remendos – São aplicações legadas que receberam tantas correções para se manter atuais que viraram uma colcha de retalhos, não um todo coerente. O remendo constante gera instabilidade e abre brechas de segurança.
  • Sistemas difíceis de manter – Essas aplicações exigem um conhecimento de manutenção específico e quase sempre defasado, o que torna difícil encontrar profissionais de TI capazes de cuidar delas. Depender de um grupo cada vez menor de especialistas expõe o negócio a paradas longas e a um custo alto de manutenção.

Por que as empresas ainda usam sistemas legados?

Apesar das muitas fragilidades, sistemas legados continuam em uso não só em pequenas e médias empresas (PMEs)  mas também em grandes corporações e até em governos. O IRS, a Receita Federal dos Estados Unidos, depende do mesmo código de computador há 60 anos

Esses “clássicos” conhecidos costumam ser vistos como investimentos grandes demais para descartar, já que a troca pode interromper a operação do dia a dia. Existe também o receio de que a tecnologia mais nova não dê conta do recado. E encontrar um time competente, capaz de atualizar sistemas legados com eficiência, não é trivial.

A preocupação faz sentido: a taxa de fracasso em projetos de modernização é alta, perto de 79%, segundo o último estudo sobre o tema. Isso não é motivo para adiar a atualização dos seus sistemas. Modernizar uma aplicação legada é uma questão de quando, não de se. Uma hora todo mundo precisa atualizar.

Os líderes de tecnologia já colocaram a modernização de aplicações legadas no topo da lista, e o gasto global deve chegar a US$ 3,4 trilhões em 2026.

A boa notícia é que um roadmap de modernização bem definido torna a transição mais suave e permite atualizar seus sistemas reduzindo riscos, interrupções e ineficiências.

O que é modernização de aplicações?

Modernização de aplicações é transformar um software ultrapassado para acompanhar as tecnologias de computação atuais. Na prática, envolve atualizar a base de código com linguagens mais novas, adotar frameworks eficientes e migrar o software de servidores on-premise para infraestrutura na cloud.

O objetivo é melhorar a eficiência, a segurança e a capacidade de adaptação de um software envelhecido, para que ele continue relevante em um cenário digital que não para de mudar.

Estas são algumas das tecnologias centrais para modernizar aplicações legadas:

  • Cloud – Levar aplicações legadas para a cloud melhora escalabilidade, agilidade e custo. Pública, privada ou híbrida, a cloud oferece uma base robusta para novas aplicações.
  • APIs – As APIs facilitam a troca de dados entre as aplicações modernizadas e os sistemas legados, o que melhora a comunicação e a integração entre eles.
  • DevOps – Adotar DevOps acelera o deploy e as atualizações da aplicação por meio de automação e entrega contínua.
  • Microsserviços – Quebrar uma aplicação legada monolítica em microsserviços menores e mais gerenciáveis aumenta a capacidade de adaptação do sistema. Cada microsserviço pode receber deploy e atualização de forma independente.
  • Automação e orquestração – A automação resolve tarefas repetitivas e a orquestração amarra essas tarefas em workflows eficientes. Juntas, elas aceleram deploy, escala, segurança e rede, o que facilita gerenciar aplicações modernas em larga escala.
  • Containers e Kubernetes – Feitos sob medida para ambientes multi-cloud e de cloud híbrida, os containers são uma forma leve e portátil de fazer deploy e rodar software. Você pode gerenciar esses containers com Kubernetes para extrair o máximo de escalabilidade, portabilidade e eficiência operacional da conteinerização.
  • Blockchain – A segurança, a imutabilidade e a rastreabilidade que vêm de fábrica no blockchain fazem dele uma boa escolha para modernizar aplicações legadas. Incorporar sistemas de pagamento em blockchain a aplicações modernizadas, por exemplo, deixa essas aplicações mais eficientes e seguras tanto para a empresa quanto para o usuário. A tecnologia também pode melhorar operações em setores como cadeia de suprimentos, saúde, mercado imobiliário e proteção de direitos autorais.

Por que modernizar aplicações legadas?

benefícios de modernizar aplicações legadas

Quando você moderniza suas aplicações legadas, não está apenas atualizando tecnologia. Está transformando a operação para reduzir o custo de funcionamento e ganhar resiliência.

Veja os maiores ganhos:

  • Custo – Um estudo da IBM aponta que a modernização de aplicações pode elevar a economia anual de infraestrutura entre 15% e 35%, reduzir de 30% a 50% o custo de manutenção das aplicações e cortar em 74% os gastos com hardware, software e equipe.
    Além disso, pode aumentar a eficiência operacional em 10% e a receita anual em 14%. E como sistemas modernos atendem melhor aos requisitos de compliance, eles também reduzem o risco de multas caras.
  • Operação mais fluida – Sistemas velhos e falhos geram problemas inesperados e frustram clientes e funcionários. A modernização ataca essas dores e fecha lacunas de segurança para proteger sua propriedade intelectual, seu negócio e seus clientes. O resultado é menos downtime e menos prejuízo.
  • Um ambiente de trabalho melhor – As pessoas percebem a diferença de interfaces intuitivas, de um design de UX superior e da proteção de dados robusta que as novas tecnologias trazem. Com sistemas modernos, você contrata profissionais de TI com conhecimento atualizado e relevante por salários competitivos. Uma infraestrutura moderna na cloud também viabiliza o trabalho remoto sem atrito, o que amplia o time de talentos disponível para recrutar.
  • Business intelligence – Aproveitar big data em uma infraestrutura integrada na cloud gera insights valiosos para decisões bem fundamentadas.
  • Mais segurança – Tecnologias mais novas protegem melhor contra vazamentos. Técnicas criptográficas e mecanismos de consenso distribuído em blockchains, por exemplo, criam registros imutáveis que impedem a adulteração de dados.

Com esses ganhos na mesa, fica claro por que as empresas abaixo decidiram modernizar suas aplicações legadas:

Quais são os problemas mais comuns na modernização de aplicações e como resolvê-los?

Como já vimos, cerca de 3/4 das empresas que tentam modernizar sistemas antigos ficam pelo caminho. Para uma empresa com orçamento apertado, um fracasso desse tamanho dói. A preparação certa muda esse jogo.

Construa uma base sólida reconhecendo e tratando os problemas abaixo antes de o projeto de modernização do sistema legado começar:

A resistência do time

Mesmo com os ganhos evidentes, emplacar um projeto de modernização é difícil, principalmente em empresas onde mudança encontra resistência.

Modernizar assusta. Costuma exigir requalificação da equipe, período de adaptação e até novas contratações. Provoca mudanças em vários departamentos e desvia recursos da operação principal. Pode até ameaçar a estabilidade de quem opera os sistemas legados no time de TI.

Gerenciar essa cascata de transformações é um desafio e tanto. Com uma abordagem cuidadosa, treinamento consistente e comunicação clara, você traz o time junto na mudança.

O equilíbrio entre investimentos caros

Investir em tecnologia nova custa caro, e cada atualização exige um desembolso relevante. O desafio é escolher quais atualizações valem o dinheiro.

Para garantir um ciclo de vida decente ao investimento antes que a próxima atualização chegue, priorize funções com ROI claro. Mantenha prioridades bem definidas para atravessar as complexidades e os ajustes da transição. Também vale tratar a modernização de forma incremental, e não de uma vez só, para tornar o processo mais gerenciável e mais barato.

O desafio do código legado

Depurar e refatorar o código de outra pessoa dá trabalho, mesmo para os engenheiros mais experientes. Para suavizar a transição, trabalhe com um fornecedor de modernização de aplicações que saiba lidar tanto com a estrutura de código antiga quanto com os padrões novos.

Como modernizar aplicações legadas, passo a passo 

Cada jornada de modernização é única, mas estes nove passos dão um ponto de partida sólido para desenhar a sua estratégia:

Passo 1: monte o business case da modernização.

Toda iniciativa grande exige um business case sólido. Comece avaliando as aplicações atuais e ordenando-as por benefício, custo e risco. Concentre o business case em alguns drivers principais:

  • Driver #1: destravar crescimento – Aplicações legadas travam a transformação digital porque rodam em hardware e linguagens de programação ultrapassados. Falta integração com bancos de dados modernos e APIs abertas, e elas ficam atrás dos padrões de cloud computing. Mostre como a modernização aumenta a satisfação do cliente, reduz custo e traz mais agilidade e escalabilidade.
  • Driver #2: reforçar a segurança – Deixe claro que aplicações legadas são vulneráveis a ameaças cibernéticas. Elas não suportam as boas práticas atuais de segurança, como autenticação multifator, criptografia robusta e trilhas de auditoria completas, e isso as torna alvos atraentes para exploração.
  • Driver #3: garantir conformidade regulatória – Aplicações legadas guardam dados sensíveis cobertos por regulações como GDPR, CCPA e HIPAA. Reforce que a não conformidade, seja por um vazamento de dados, seja por uma auditoria, expõe o negócio a multas pesadas.
  • Driver #4: proteger a reputação – A não conformidade traz risco financeiro e arranha a imagem da marca. Destaque o papel da modernização de aplicações legadas na proteção da reputação da empresa.

Considere esses drivers e detalhe o impacto de cada um. Com isso você monta um business case convincente para justificar a modernização de aplicações legadas.

Passo 2: faça o inventário dos dados e processos existentes.

Com o business case aprovado, catalogue todos os ativos de TI: aplicações, sistemas, processos de negócio e bancos de dados. O objetivo é saber onde seus dados estão e quais aplicações os utilizam. Métodos automatizados de inventário reduzem a chance de erro.

Passo 3: escolha uma estratégia de modernização.

Existem várias abordagens para modernizar aplicações legadas, cada uma com suas vantagens e seus poréns:

  • Lift and Shift – Também chamada de rehosting, é a mudança de uma aplicação existente de um ambiente ultrapassado (um servidor local, por exemplo) para uma infraestrutura mais nova (uma plataforma de cloud pública, por exemplo). A aplicação vai como está, com alteração mínima ou nenhuma no código central e na arquitetura. Costuma ser a abordagem que dá menos trabalho, mas nem sempre é a melhor solução.
  • Refactor – Refatorar é fazer a reengenharia de partes importantes do código central de uma aplicação legada para melhorar o desempenho em um ambiente novo (em geral, infraestrutura de cloud). Pode exigir reescrita de código e reestruturação significativa da base de código atual. É uma estratégia sólida para quebrar uma aplicação monolítica em microsserviços menores e independentes, o que amplifica os benefícios de infraestrutura e ferramentas cloud-native (incluindo containers e orquestração de containers).
  • Replatform – Esta estratégia é o meio-termo entre lift and shift e refactor. Ela não exige as modificações extensas de código e arquitetura que a refatoração pede, mas requer ajustes complementares para que a aplicação legada consiga usar plataformas de cloud. Pode envolver alterar ou substituir o banco de dados de backend da aplicação.

Passo 4: escolha a arquitetura.

Com a estratégia definida, é hora de determinar a arquitetura ideal em três níveis principais: aplicação, banco de dados e plataforma/servidor.

  • Avalie o framework da aplicação em termos de escalabilidade, flexibilidade e interoperabilidade.
  • Depois, avalie as opções de banco de dados (relacional, NoSQL ou cloud-native) para armazenamento, recuperação e gestão de dados.
  • Por fim, defina a melhor arquitetura de plataforma/servidor (on-premises, cloud pública, cloud privada ou cloud híbrida) com base em custo, escalabilidade, disponibilidade e segurança.

Passo 5: escolha o time de desenvolvimento.

Em grandes empresas, a alta liderança costuma puxar o esforço de modernização. É ela que define quem entra no time de arquitetura corporativa, o time que concilia necessidade de negócio com capacidade de TI.

Para pequenas e médias empresas sem um departamento de TI estruturado, contratar uma empresa especializada em modernização de aplicações é a melhor escolha. 

Siga a leitura para ver nossas dicas de como escolher o parceiro certo, ou conheça no blog nossa abordagem de desenvolvimento.

Passo 6: defina as métricas de sucesso.

Amarre as métricas de sucesso à motivação original do projeto. Os resultados-chave podem incluir mais satisfação do cliente, mais eficiência dos funcionários e melhor uso dos insights de dados.

Passo 7: crie planos de treinamento para os funcionários.

O treinamento é decisivo para uma transição bem-sucedida. Ele dá às pessoas as habilidades necessárias para usar as novas tecnologias, reduz interrupções e estimula a adoção do sistema.

Treinar também reforça a segurança e garante conformidade com os novos padrões, o que diminui riscos. E aumenta a confiança e a moral do time, preparando as pessoas para a mudança e elevando a satisfação com o trabalho.

Passo 8: automatize o processo.

A migração automatizada (que costuma usar refatoração para converter o código legado) permite atacar a modernização de forma incremental, sem parar a operação.

Ela ganha em eficiência e velocidade, mas não serve para todo cenário. Alguns sistemas legados são tão complexos que a modernização automatizada só é possível depois de desembaraçar a lógica e as funcionalidades do sistema atual. Analise a viabilidade dessa abordagem no seu contexto antes de adotá-la.

Passo 9: monitore e otimize de forma iterativa.

Modernizar suas aplicações legadas não garante sucesso automático, nem entrega benefícios visíveis de imediato. Monitoramento e otimização são os passos finais e são essenciais. Compare o desempenho de referência do sistema legado com o da solução nova para identificar o que precisa de ajuste e fazer melhorias direcionadas.

Procurando um parceiro de longo prazo para monitorar e otimizar suas aplicações? A Cheesecake Labs pode ajudar. Entre em contato para conhecer nossos serviços de Otimização e Manutenção.

Como escolher a melhor empresa de modernização de aplicações? 

Pela complexidade que a modernização carrega, escolher um parceiro capaz é decisivo. Veja o que observar na hora de decidir:

  • Experiência em projetos parecidos de modernização – O histórico costuma antecipar o resultado futuro, e a experiência com projetos similares aumenta a capacidade do parceiro de desviar de armadilhas.
  • Entendimento do seu negócio – O melhor parceiro conhece os desafios específicos do seu setor. Isso é crucial para adaptar o roadmap de modernização.
  • Uma abordagem completa de arquitetura de sistemas – Procure um parceiro que descreva com clareza e segurança como vai desenhar e construir o seu novo sistema. Isso diz muito sobre o nível técnico dele.
  • Conhecimento técnico – O parceiro precisa ter proficiência para converter ou reprojetar seu código legado e fazê-lo rodar em plataformas modernas. Confirme que ele tem experiência com as tecnologias envolvidas no seu projeto de modernização.
  • Estrutura de time dedicado – O modelo de time dedicado é uma solução mais orientada ao negócio do que a alocação avulsa de profissionais. Ele vai além de somar gente para tapar lacunas técnicas na sua empresa. Você recebe um time formado de especialistas em modernização trabalhando exclusivamente para você, com foco único nos seus objetivos.
  • Domínio de compliance e boas práticas de segurança – Em uma era de regulações rígidas de privacidade de dados, você precisa de um parceiro que conheça GDPR, CCPA, HIPAA e outras regulações relacionadas.
  • Desenvolvimento nearshore Parceiros nearshore entregam serviços de modernização com bom custo e eficiência, e você ainda ganha fusos horários parecidos e comunicação mais fácil. A América Latina oferece muitas vantagens para terceirizar desenvolvimento de software, e o Brasil é uma ótima escolha. 
  • SLA (Service Level Agreement) para suporte pós-lançamento – Por fim, verifique se a empresa oferece um SLA de manutenção. Isso mostra disposição para responder pelo próprio trabalho e apoiar você mesmo depois de o projeto terminar.

Cheesecake Labs para o seu projeto de modernização de aplicações legadas

Banner da Cheesecake Labs sobre modernização de aplicações legadas

A Cheesecake Labs transforma sistemas legados em ferramentas prontas para sustentar crescimento. Oferecemos soluções de modernização de aplicações com bom custo para organizações de todos os portes, de pequenas empresas a grandes corporações. Você pode contar com nossa experiência e proficiência técnica para tornar a transição fluida e bem-sucedida.

Entre em contato e conte sobre o seu projeto. Vamos trazer sua aplicação para a era moderna.

FAQ

O que é uma aplicação legada?

São softwares, métodos e tecnologias ultrapassados que continuam em uso mesmo com opções mais novas e mais rápidas disponíveis. Em geral, caem em quatro categorias: sistemas em fim de vida (EOL), sistemas com baixa escalabilidade, software cheio de remendos e sistemas difíceis de manter.

Por que as empresas ainda usam sistemas legados?

Esses sistemas costumam ser vistos como investimentos grandes demais para descartar, já que a troca pode interromper a operação do dia a dia. Há também o receio de que a tecnologia mais nova não dê conta do recado e a dificuldade de encontrar um time competente para atualizá-los. A taxa de fracasso em projetos de modernização é alta, perto de 79%.

O que é modernização de aplicações e quais tecnologias estão envolvidas?

É transformar um software ultrapassado para acompanhar as tecnologias de computação atuais, atualizando a base de código com linguagens mais novas, adotando frameworks eficientes e migrando de servidores on-premise para a cloud. Entre as tecnologias centrais estão cloud, APIs, DevOps, microsserviços, automação e orquestração, containers e Kubernetes e blockchain.

Quais são os principais ganhos de modernizar aplicações legadas?

Redução de custos (segundo estudo da IBM, economia anual de infraestrutura entre 15% e 35%, redução de 30% a 50% no custo de manutenção e corte de 74% nos gastos com hardware, software e equipe), operação mais fluida com menos downtime, um ambiente de trabalho melhor, business intelligence a partir de big data na cloud e mais segurança.

Quais são os problemas mais comuns na modernização e como resolvê-los?

Os principais são a resistência do time, o equilíbrio entre investimentos caros e o desafio do código legado. Para resolvê-los, recomenda-se abordagem cuidadosa, treinamento consistente e comunicação clara; priorizar funções com ROI claro e tratar a modernização de forma incremental; e trabalhar com um fornecedor que saiba lidar tanto com a estrutura de código antiga quanto com os padrões novos.