Inovação aberta e empresas especialistas em software: por que essa parceria faz sentido?
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Inovação aberta e empresas especialistas em software: por que essa parceria faz sentido?

Com o passar dos anos, inovar deixou de ser uma palavra da moda e passou a ser uma necessidade para qualquer empresa, principalmente devido ao contexto atual. Mas, mesmo que falar sobre inovação já não seja mais um diferencial, fica a percepção de ser um universo muito amplo e com diversas possibilidades.

É interessante pensar que provavelmente não existe nenhuma empresa no mundo que não tenha ações de inovação. Mas, se essas ações não estiverem estrategicamente integradas, podem ser pouco frutíferas, pelo qual é necessário também ter uma estratégia muito clara, uma boa implementação e estabelecer uma cultura de inovação muito forte. 

Uma das tendências dentro do universo da inovação é a inovação aberta: em contraposição com a inovação fechada (interna à empresa), no caso da inovação aberta, recursos externos, como as parcerias com startups, podem ser aproveitados em parte do processo de inovação, aumentando a eficiência do mesmo. Nesse caso, a utilização de recursos tecnológicos ou de ideias inovadoras são muito comuns no mercado, gerando a compra ou incorporação de tecnologias ou modelos de negócios criados por terceiros, agilizando e deixando o processo de inovação mais eficiente.

É importante destacar que, assim como nós, uma empresa de software, temos nossa “caixa de ferramentas” para desenvolvimento, chamada de tech stack, o mesmo acontece no contexto das estratégias de inovação. É possível fazer tudo internamente, como é o caso da Amazon, que já possui uma cultura de inovação muito forte, ou traçar estratégias híbridas, como é o caso do ecossistema de inovação brasileiro, onde as grandes corporações investem em muitas startups, procurando sinergias entre elas. O ideal é ter uma mistura de atividades internas e externas, internalizando as atividades mais estratégicas e investindo em externalizar novos negócios por meio de parcerias e investimento em startups.

Em termos de nível de inovação, podemos falar de inovação radical em contraposição à inovação de baixo risco. A inovação radical se concentra no desenvolvimento de uma nova solução, produto ou serviço nunca feito pela organização, sendo suas principais características o alto risco e investimento. Pode não fazer sentido investir em algo diferente do core business, mas grandes empresas como a Picpay, Airbnb, Riot Games, Rent the Runway e DogHero exploraram e desenvolveram seus produtos e serviços em novos mercados, ou mercados adjacentes, chegando ao patamar que estão hoje.  

Nesse cenário de diferentes formas de aplicação da inovação, temos ainda a participação do conceito de Transformação Digital: O que antes tinha o foco na funcionalidade do aplicativo como principal métrica para uma tecnologia de sucesso, hoje passa a ser centrada em uma experiência em constante evolução, focada no usuário e suas opiniões. Essa Transformação Digital é uma realidade no ambiente de inovação tanto para grandes corporações como para startups. Prova disso é que no final de 2017, 70% das empresas listadas na “FORTUNE 500” já tinham times dedicados apenas à transformação digital, voltados a analisar e otimizar a experiência do consumidor, já que atualmente 67% da jornada do comprador é feita digitalmente.

Basicamente, a transformação digital propõe uma mudança radical na maneira como as empresas operam atualmente, incorporando processos digitais para que garantam seu lugar no futuro.

Nesse contexto, as grandes corporações possuem o digital como parte da empresa, enquanto que as startups que surgem atualmente possuem o digital como centro do seu negócio. Assim, a velocidade e assertividade do crescimento das startups estão diretamente relacionadas com a capacidade de escalar a tecnologia associada ao seu negócio de forma saudável, independentemente da indústria de atuação.

Jornada da inovação aberta

As grandes empresas, quando buscam empresas para parceria e investimento, não aportam apenas recursos financeiros, mas também conselhos aos novos negócios e contribuições baseadas em seu conhecimento do mercado. Esse tipo de ajuda é fundamental para o desenvolvimento saudável de uma startup. Além disso, contar com parceiros desse porte traz grande visibilidade. 

Muitas empresas promovem concursos, editais, hackathons e programas de aceleração para  atrair startups. Além de selecionar os melhores para receberem investimentos, esse processo também serve como oportunidade de colocar o modelo de negócio em teste. Esse é um recurso bastante válido para empreendedores de startups, pois permite que corrijam e aprimorem suas tecnologias e serviços antes mesmo de lançá-los ao mercado, economizando recursos e evitando que o empreendedor descubra novas potencialidades apenas após o projeto concluído.

É possível dizer que existe uma jornada de inovação, dada por alguns passos conforme descrito pela Liga Ventures:

 

  • Etapa 1: A jornada começa quando há o reconhecimento de que é preciso inovar. Neste ponto, é iniciada a busca por polos de inovação, conceitos e entendimento do funcionamento do ecossistema
  • Etapa 2: Nesta fase ocorre o engajamento com startups e busca por soluções para os problemas da empresa, fazendo networking com o ecossistema e com pares de outras empresas que trabalham com inovação aberta, além da sensibilização interna dos executivos da empresa.
  • Etapa 3: Encontrar startups e gerar negócio é a fase que segue da jornada, iniciando a busca por matches com startups que solucionem problemas da corporação.
  • Etapa 4: A quarta fase está relacionada à busca por resultados, desenvolvendo de provas de conceito, pilotos e testando as hipóteses levantadas pelas startups selecionadas, buscando gerar novos negócios e/ou reduzindo as burocracias da corporação.
  • Etapa 5: A última etapa da jornada envolve ampliar e reverberar as iniciativas desenvolvidas.

 

Muitas vezes, quando acontece o matching de startups com empresas (na Etapa 4 da jornada descrita acima), o crescimento das startups precisa ser acelerado, ou surge a necessidade de criação de pilotos e MVPs (minimum viable product – produto mínimo viável) para os quais não há equipe de desenvolvimento suficiente. Isso evidencia a necessidade de um parceiro especialista em tecnologia para acompanhar a velocidade de crescimento necessária e atender o cronograma esperado.

Parceria com empresas especialistas em software ao longo da jornada

Como a Cheesecake Labs pode ajudar? Durante o processo de inovação e de conexão entre startups e grandes empresas, um dos pontos que é avaliado frequentemente é o time: saber o quanto o time da startup é capaz de executar, e como será a relação entre o time e a empresa, é fundamental para o sucesso do projeto. A importância do time é tanta, que há vários exemplos de startups que receberam financiamento sem ter um produto.

Por outro lado, é comum as startups passarem por programas de aceleração e hackathons nos quais os protótipos de solução são validados (que como vimos anteriormente são na sua grande maioria dos casos relacionados a soluções tecnológicas), assim como o modelo de negócios associado. Uma vez validado o protótipo, o time-to-market costuma ser um fator decisivo para o sucesso da startup, e montar um time de desenvolvimento completo do zero, e em pouco tempo para lançar o MVP pode ser um caminho sinuoso, arriscado, e nada fácil. É nesse sentido que uma empresa de software com especialistas em estratégia e produto podem ajudar: garante-se o sucesso tecnológico do produto e a qualidade do MVP e do time, enquanto se prioriza o time-to-market dessa solução já validada.

Por fim, a parceria com empresas de software pode ser estratégica para conseguir quick wins: realizar projetos que têm maior chance de trazer retorno no curto prazo, gerando resultados tanto financeiros quanto de consolidação no mercado, o que pode ser uma excelente estratégia para ganhar pontos e apoiadores antes de entrar a fundo no produto principal, mitigando a pressão do resultado imediato. Isso pode ainda ser validado de forma mais rápida a parceria entre a startup e a corporação, acelerando a Jornada de Inovação. 

Você faz parte de uma startup ou de uma empresa com iniciativas de inovação aberta e os pontos explorados fizeram sentido para você? Envie-nos uma mensagem para que possamos explorar como podemos trabalhar juntos.

 

About the author

Tania Nalborczyk Leites

A Uruguayan electrical engineer who loves innovation, music and dancing.

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